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Bruges-a-Morta
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Um dos romances mais influentes do fim do século XIX, Bruges-a-Morta, de Georges Rodenbach, realiza um feito peculiar na história da literatura: transforma uma cidade em protagonista.
Canais silenciosos, igrejas, torres e ruas desertas tornam-se uma extensão do luto de Hugues Viane, viúvo inconsolável que se recolhe em Bruges após a morte da esposa. A rotina melancólica é desestabilizada quando ele acredita ter reconhecido a mulher perdida no rosto de uma bailarina. A fronteira entre memória, desejo e obsessão começa a se dissolver, conduzindo a narrativa a um desfecho inevitavelmente trágico.
Publicado originalmente em 1892, o romance inaugura uma concepção moderna da paisagem como força dramática, em que a cidade deixa de servir apenas de pano de fundo para se tornar agente ativo da narrativa. Combinando prosa, poesia e artes visuais numa obra de extraordinária unidade estética, Bruges-a-Morta permanece como referência para narrativas como a ópera Die tote Stadt [A cidade morta], de Erich Wolfgang Korngold, que exploram o tema do duplo, da obsessão amorosa e da impossibilidade de reviver o passado.
O livro chega ao Brasil pela Ercolano em edição que preserva as fotografias da cidade selecionadas pelo próprio autor.
| Acabamento | Capa Dura |
|---|---|
| Páginas | 176 |
| Data de publicação | 25/08/2026 |
| Formato | 19 x 13 x 1.8 |
| Lombada | 1.8 |
| Altura | 1.8 |
| Largura | 13 |
| Comprimento | 19 |
| Tipo | pbook |
| Número da edição | 1 |
| Classificações BISAC | FIC004000; FIC027000; FIC101020 |
| Classificações THEMA | FBC; FV |
| Idioma | por |
| Peso | 0.19 |


