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Três vezes Lázaro
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Por que uma jovem poeta, forjada na linguagem das criações contemporâneas, traria Lázaro de volta? O Lázaro bíblico, conta-se, foi ressuscitado por seu amigo Jesus depois de quatro dias sepultado e saiu andando em meio à multidão encantada com os poderes divinos. No novo livro de Natasha Felix, o regresso de Lázaro também pode ser visto como uma demonstração de poder — mas da poesia, capaz de explodir os limites do nosso mundo e da nossa mente, reavendo a vida onde pousou a morte.
Sob a aparência fragmentária e utilizando recursos da dramaturgia, Três vezes Lázaro une suas criaturas (deuses, fiscais fungos) para compor as cenas em que esse personagem múltiplo desfila suas/nossas chagas. A variação formal dos poemas, aliás, já é uma maneira de reproduzir as aparições e desaparições de Lázaro, o seu livre trânsito entre mundos, o seu escorregar entre real e irreal: “É tudo tão real quanto você imagina”.
É na imagem de alguém que não se dobra à fronteira entre existir e não existir que Natasha Felix simboliza também outras fronteiras (muros, cercas, portas, passaportes, leis) que definem o nosso mundo, confinando corpos, ideias, sonhos, e assim as desafia.
Os leitores que já conhecem a exuberância poética de Natasha Felix — seus versos que transbordam dos livros para o palco e a pista, para a voz e o quadril, e vice-versa — podem imaginar que Lázaro também não ficará quieto nessas páginas. Lázaro vai andar por aí, indiscernível e inconfundível, um pouco como cada um de nós. Quem renasce, aqui, é também quem lê. Eis o milagre, eis a pilantragem.
| Páginas | 80 |
|---|---|
| Data de publicação | 02/03/2026 |
| Formato | 20 x 13.5 x 0.7 |
| Largura | 13.5 |
| Comprimento | 20 |
| Tipo | pbook |
| Número da edição | 1 |
| Classificações BISAC | POE000000 |
| Classificações THEMA | DC |
| Idioma | por |
| Peso | 0.125 |
| Lombada | 0.7 |
| Acabamento | Brochura |
| Altura | 0.7 |

